Vidas Secas – Graciliano Ramos Resumo

O romance Vidas Secas, de autoria do cearense Graciliano Ramos, revolucionou a “geração de 30” devido à sua estrutura não-linear. Este livro, conta a história de uma família de retirantes da seca, animalizados por sua condição – Fabiano, Sinha Vitória, seus dois garotos e o cachorro Baleia.

Ambientados no sertão nordestino, os treze primeiros capítulos constituem sobretudo da miséria causada pela seca e, secundariamente, das dificuldades em se comunicar que possuem os sertanejos. Em uma longa trajetória pelo sertão castigado pela seca, Fabiano, Sinhá Vitória, a cachorra Baleia, e os dois filhos do casal, passam por diversas privações. Em um dado momento, o menino mais velho deita-se, cansado, e nega-se a continuar a caminhada: ‘pelo espírito atribulado de Fabiano passa a idéia de abandonar o filho’, mas ele decide carregá-lo. Chegando ao pátio de uma fazenda abandonada, Fabiano procura sinal de vida sem sucesso, e decide hospedar aí a família, enquanto Baleia caça um preá que entrega a Sinhá Vitória que prepara e divide entre os seus.

Esse livro retrata fielmente a realidade brasileira não só da época em que o livro foi escrito, mas como nos dias de hoje tais como injustiça social, miséria, fome, desigualdade, seca, o que nos remete a idéia de que o homem se animalizou sob condições sub-humanas de sobrevivência.





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